Aventuras & Relatórios
Rituais antigos, ingredientes perdidos e uma invasão solo à Caverna de Sastasha. Acompanhe o
início da minha jornada para deixar de ser uma Lalafell!
Após alguns dias vivendo como uma Lalafell, preciso admitir que a vida nessa forma não é tão ruim assim. As pessoas me dão sucos e biscoitos na rua puramente por eu ser fofa, e eu acho isso simplesmente demais! No entanto, o meu desejo de retornar ao meu corpo original continua intacto.
Determinada a mudar minha situação, passei a vasculhar incansavelmente a biblioteca em busca de grimórios, livros antigos e tomos que contivessem possíveis curas para a minha pequenez.
Minha persistência valeu a pena: em um dos volumes, encontrei as instruções para um ritual capaz de reverter ou transformar raças. O documento indicava a necessidade de três ingredientes cruciais. O primeiro estava escondido na escuridão da Caverna de Sastasha; o segundo tratava-se de uma flor mágica que só pode ser encontrada no topo de Ultima Thule; e o último ingrediente, para meu azar, estava completamente rasurado.
Como não havia forma de decifrar o item rasurado no momento, decidi focar no que já estava ao meu alcance. Minha primeira parada seria a Caverna de Sastasha, e foi para lá que me dirigi — sozinha, armada apenas com o meu cajado e a minha coragem.
Ao cruzar a entrada da caverna, deparei-me com várias criaturas perigosas espreitando nas sombras. Lutei arduamente, abrindo caminho até alcançar a base oculta de um grupo de piratas. Enquanto eu ponderava se seria sensato atacar o acampamento deles sem retaguarda, presenciei algo terrível: prisioneiros sequestrados sendo arrastados para dentro de celas. Eu mal conseguia imaginar o destino cruel que os aguardava.
Agindo por impulso, acabei me colocando em uma grande enrascada ao confrontar o bando de frente. Eles conseguiram me golpear algumas vezes e a dor foi real, mas olhar para aquelas pessoas indefesas me impediu de recuar. No fim, minha magia prevaleceu: derrotei todos eles e libertei os prisioneiros.
Entre os resgatados, conversei com uma Miqo'te que já estava cativa ali há algum tempo. Perguntei se ela havia avistado um cristal específico na caverna, mas ela infelizmente não soube me responder, apenas me avisou dos perigos que essa caverna ainda possuia. Após guiar o grupo em segurança para a saída, retornei às galerias e continuei minha busca, até notar uma imensa oscilação de energia emanando do fundo de Sastasha. Lá na penumbra, vi uma pedra mística reluzindo. Era exatamente o que eu procurava... ou, pelo menos, era o que eu esperava que fosse.
Como uma boa estrategista, invoquei alguns aventureiros aliados para me auxiliarem no confronto final. Com um ataque coordenado e avassalador, derrotamos o monstro. Aproximei-me da pedra, extraí o material brilhante com todo o cuidado e o guardei em segurança na minha bolsa mágica. O primeiro passo está dado!
Fig 1. Entrada da Caverna.
Fig 2. Moça me avisa sobre perigos no fundo da caverna.
Grandes desafios exigem grandes mudanças. Descubra como troquei o meu cajado por uma espada
colossal e liderei uma investida com 24 aliados!
Nos dias seguintes, acabei deparando-me com várias dificuldades para continuar minha aventura puramente como uma Black Mage. Por mais formidável e poderosa que eu seja, os inimigos são numerosos e as hordas parecem não ter fim. Percebi que, para alcançar meu objetivo final e recuperar meu corpo original, eu precisaria de algo a mais. Foi então que decidi voltar a praticar minhas habilidades como Dark Knight.
Como a arte dos Cavaleiros das Trevas também canaliza feitiços e ataques mágicos antigos, consegui aplicar perfeitamente todo o meu vasto conhecimento arcano nessa nova classe. Passei algumas semanas treinando intensamente e me aperfeiçoando na arte da espada.
Não demorou muito para que eu colocasse meu novo poder à prova. Participei de um grande evento da FC à qual pertenço, onde nos reunimos em um exército de 24 membros. Demonstrando minha minhas habilidades, assumi a linha de frente e liderei o fronte de batalha na Crystal Tower, tendo o Sen e a Strela marchando logo atrás, cobrindo a minha retaguarda.
Enquanto avançávamos pelos salões imponentes da torre, a Delly assumiu o papel de nos guiar, ensinando pacientemente as táticas e mecânicas complexas para os membros mais novatos do grupo. Tudo correu incrivelmente bem e, ao final de cada andar superado, fazíamos uma pausa para registrar o momento com várias fotos — que, obviamente, vou mostrar para vocês um pouco mais à frente no meu Arquivo Fotográfico!
E as nossas andanças não pararam por aí. Outra aventura de tirar o fôlego que vivenciamos juntos foi adentrar os confins do local sagrado e perigoso onde o temível Bahamut está aprisionado... Mas os detalhes dessa batalha ficam para o próximo relatório!
Fig 1. Conquistando a Crystal Tower em guilda.
Fig 2. Onde Bahamut reside...
De bibliotecas proibidas a cenários de cabeça para baixo, e uma viagem até os confins do
espaço. Descubra o ingrediente secreto e a beleza trágica de Ultima Thule!
Após me distrair um pouco com as divertidas atividades e investidas FC, recobrei a postura e voltei à minha verdadeira missão principal: a busca obstinada pelos materiais restantes para o meu ritual de reversão. Minhas investigações arcanas cruzaram fronteiras e me levaram até as Dravanian Hinterlands, mais especificamente à caverna de Matoya, uma das maiores, mais ranzinzas e mais brilhantes magas que este mundo já conheceu.
Ao explicar meu dilema sobre a página rasurada, Matoya bufou e me aconselhou a procurar respostas nos confins da Great Gubal Library, uma gigantesca biblioteca abandonada repleta de conhecimento proibido. E lá fui eu! Durante minha jornada por aqueles corredores empoeirados, confesso que acabei me perdendo entre as páginas de vários tomos fascinantes. Encontrei manuscritos antigos que ensinavam receitas de cookies absolutamente deliciosos e mágicos... fiquei extremamente tentada a testá-los em outro momento, mas foquemos no que realmente importa!
Um dos tomos ocultos que decifrei me deu a pista definitiva, revelando que a resposta que eu procurava não estava nos livros, mas sim escondida sob os pés da própria Matoya: na Antitower. Trata-se de um local extremamente bizarro e fascinante, construído para estudar o Aetherial Sea. Lá dentro, as leis da física simplesmente decidiram tirar férias. Tudo era completamente de cabeça para baixo! Caminhar pelo teto observando os móveis flutuando foi uma experiência hilária, não vou negar.
Mas a viagem valeu a pena. No coração da torre invertida, finalmente decifrei o enigma do ingrediente rasurado. O pergaminho exigia algo perigoso: o Aether puro de um vampiro ancestral. Vasculhando minha memória e os boatos de taverna, atualmente só conheço uma criatura que se encaixa nessa descrição e de quem eu possa extrair essa essência... a temida Vamp Fatale. Contudo, pelos rumores assustadores que escutei em minhas andanças, essa não será uma batalha simples. Ela possui poderes devastadores e irei precisar de aliados formidáveis e de muito preparo estratégico antes de bater à sua porta.
Por hora, decidi deixar essa caçada perigosa para depois e focar no segundo material da lista: a flor mágica de Ultima Thule. Viajar até o confim do universo, onde o próprio tecido da realidade se desfaz, é de isolar a alma. No entanto, ao alcançar o limite extremo daqueles mundos agonizantes e aglutinados pelo desespero, me deparei com uma visão de tirar o fôlego: um belíssimo e reluzente jardim de flores brancas.
Aquele lugar parecia não pertencer ao caos e à ruína do resto da região. Era um santuário imaculado, remanescente e protegido pela essência de Meteion, um ser de puro Dynamis, outrora poderosíssimo, mas que havia sido corrompido pela melancolia e escuridão profunda do cosmos, marcando um dos eventos mais trágicos e marcantes da história do nosso Source. Caminhar por entre aquelas pétalas brilhantes que reagem aos sentimentos me trouxe uma paz inesperada.
Colhi a flor com todo o respeito que o local exigia. Agora, com dois ingredientes em mãos, meu grimório vibra com energia. O destino final está cada vez mais perto...
Fig 1. Bem-vindos à Antitower.
Fig 2. O imaculado jardim de Elpis.
Cruzando o oceano rumo ao novo continente, arenas futuristas e o confronto definitivo pelo
último ingrediente. Será este o fim da minha era Lalafell?
Minha busca implacável cruzou os limites do mar conhecido. Seguindo os antigos boatos e as crônicas do lendário aventureiro Ketenramm, naveguei rumo ao Novo Mundo e cheguei ao exuberante reino de Tuliyollal. O local é governado pelo imponente Dawn Servant, Gulool Ja Ja, uma criatura fantástica de duas cabeças, onde cada uma possui sua própria personalidade e habilidades formidáveis. Lá, acabamos nos envolvendo na disputa pelo trono e auxiliamos sua filha, Wuk Lamat, em sua jornada para se tornar a nova governante daquelas terras.
Durante todo o processo da sucessão, mantive meus olhos bem abertos em busca de qualquer pista sobre a tal Vampira Ancestral, mas o continente parecia não ter respostas sobre ela... Até que a calmaria acabou. Logo após a cerimônia de coroação de Wuk Lamat, um de seus irmãos encontrou o caminho para a mítica Cidade Dourada e retornou de lá dotado de um poder tecnológico avassalador, marchando com uma frota bélica que atacou o reino.
Ao defendermos o reino e revidarmos a invasão, cruzamos os portões da Cidade Dourada e fomos levados a uma realidade completamente impensável: a metrópole cyberpunk de Solution Nine. Foi nas entranhas tecnológicas daquela cidade que descobri o Arcadion, uma arena de combates colossais onde guerreiros modificados lutam por fama e almas. E adivinhem quem era uma das estrelas do torneio? Ela mesma, a Vamp Fatale!
Não pensei duas vezes. Alistei-me imediatamente como uma das combatentes oficiais da arena para desafiá-la. O confronto sob os holofotes do Arcadion foi absolutamente formidável e desafiador; ela usava uma velocidade estonteante e feitiços de sangue que testaram todos os reflexos. No entanto, a determinação de uma ex-Au Ra de tamanho reduzido é implacável! Com um golpe certeiro da minha espada colossal, derrotei a estrela da arena e extraí com sucesso o seu Aether puro. O último ingrediente era meu... FINALMENTE! HEHE :3
Não perdi um único segundo. Voltei correndo para a segurança da minha oficina para dar início à alquimia final. Misturando o cristal místico de Sastasha, a flor radiante de Ultima Thule e a essência vampírica do Arcadion, destilei uma poção de coloração violeta e brilho mágico inconfundível... a lendária poção de transmutação, conhecida como Fantasia.
Segurei o frasco com as minhas duas mãos minúsculas e a tomei em um gole só. Assim que o líquido desceu, uma onda avassaladora de energia aetherial percorreu meu ser. A última memória que guardo daquele instante foi a visão do meu corpo desabando contra o chão da oficina enquanto o mundo ficava escuro.
...E quando finalmente abri meus olhos e me levantei, olhei para as minhas mãos e percebi os contornos familiares das minhas escamas. Recuperei a minha altura, a minha presença imponente e a minha aparência original de Au Ra novamente! Yuppie! A grande Bunny Blackbloom retornou! ✦
Fig 1. Luta contra Vamp Fatale.
Fig 2. Vitória!